A combustão é uma reação química bastante simples em que o oxigênio é combinado com outra substância e, rapidamente, resultando na liberação de energia. Esta energia aparece, principalmente, como calor – por vezes sob a forma de chamas.

O processo de combustão pode ser representado pelo triângulo de fogo bem conhecido, onde três fatores são sempre necessários para causar a combustão e, em qualquer sistema de proteção contra fogo, por conseguinte, o objetivo consiste em remover sempre pelo menos um destes três itens potencialmente perigosos: uma fonte de ignição; oxigênio e/ou combustível sob a forma de um gás ou vapor.

Limite Inflamável

Existe apenas uma faixa limitada de concentração de gás que irá produzir uma mistura combustível. Esta faixa é específica para cada gás e é delimitada por um nível superior, conhecido como o Limite Superior de Explosividade (Upper Explosive Limit – UEL) e um nível mais baixo, o chamado Limite Inferior de Explosividade (Lower Explosive Limit – LEL).

LEL - UEL

Em níveis abaixo do LEL, existe nível insuficiente de gás para produzir uma explosão (isto é, a mistura é muito “magra” ou “pobre”), enquanto que acima da UEL, a mistura tem nível de oxigênio insuficiente (ou seja, a mistura é muito “rica”). O intervalo inflamável, portanto, se situa entre os limites do LEL e UEL para cada gás individualmente ou mistura de gases. Fora destes limites, a mistura não é capaz de combustão.

Práticas Seguras de Monitoramento

A detecção e o sistema de alerta precoce são necessários para detectar os níveis de 0% até o LEL – Limite Inferior de Explosividade. Até o momento que a concentração de LEL é atingida, os procedimentos ou o apuramento local já devem ter sido colocados em operação. Então, convencionalmente, os alarmes devem iniciar a uma concentração de 10% do valor de LEL, seguido de um alarme com 25% do LEL, de modo que atinja uma margem de segurança adequada.

lel

Correlação de LEL dos gases inflamáveis

Erro Comum – Medindo HEXANO com Instrumento calibrado para METANO

Um dos erros mais comuns na detecção de gases inflamáveis é devido a maioria dos detectores serem calibrados com o gás Metano, e nem sempre este é o gás encontrado nos espaços confinados, processos e nas plantas a serem monitoradas.

Ao monitorar um gás como o Hexano, por exemplo, também explosivo, mas com um detector calibrado para o gás Metano, o primeiro alarme que deveria ser acionado com 10% do valor do LEL é disparado, na prática, a 41,6% do valor do LEL do Hexano, e quando o segundo alarme for acionado, o gás já terá atingido sua faixa explosiva.

Metano x Hexano

Por tanto, deve-se ter muito cuidado com o monitoramento dos gases inflamáveis, sempre averiguando a calibração dos instrumentos e os gases encontrados. Um dos modos de prevenir este tipo de erro é realizar a calibração dos detectores de gases com um gás que possui um limite de explosividade mais baixo, o Pentano, por exemplo, que possui LEL em torno de 1,4%, o que daria ao trabalhador uma excelente margem de segurança com os alarmes e medições.

Redigido por Pâmela Cintra – Marketing Enesens.

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Sobre a Enesens

A Enesens é uma empresa especializada em soluções de monitoramento de gases e detecção de vazamentos, destinada à preservação de vidas, processos e ativos. A partir de um amplo conhecimento do setor e das principais tecnologias de detecção, comercializa detectores fixos e portáteis para todos os tipos de necessidades, com profissionais especializados na prestação de serviços como projetos, instalação, comissionamento e manutenção dos detectores, além de projetos customizados de desclassificação de áreas a partir da utilização adequada dos detectores de gases fixos.

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